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| Desenhista: Victor Matheus |
Ele havia despido de si todas as ilusões
outrora entranhadas na pele feito arrepio que navega ao corpo dos beijos que
sentira em seu pescoço, bem verdade, ali era seu ponto de entrega, do descaso
consigo mesmo, do flagelo sentido ao pensamento abrigo das vezes que ao fechar
seus olhos percebeu o quanto havia fugido de uma realidade tardia.
Foi então, que dos primeiros rabiscos traçados naquele papel as duas da madrugada, se deu conta do paralelo criado entre um sorriso e a sobriedade por muitas vezes questionada ao passo quase retraído por um dia ter amado demais, se entregado demais e hoje, tornou-se todas as frases de um mar solitário que criou em seus desenhos...
Foi então, que dos primeiros rabiscos traçados naquele papel as duas da madrugada, se deu conta do paralelo criado entre um sorriso e a sobriedade por muitas vezes questionada ao passo quase retraído por um dia ter amado demais, se entregado demais e hoje, tornou-se todas as frases de um mar solitário que criou em seus desenhos...
Ele submergira num lugar secreto de
suas lembranças e coloria apenas o que lhe era mais conveniente e vez ou outra,
esboçava seu olhar traçado diante daquele caos que noutros tempos carregava ao
coração a certeza habitual de uma felicidade utópica, e sim, por mais mal
resolvido que fosse, desenhava quantas vezes fosse necessário para encontra-se
seguro novamente, seguro de toda aquela gente pérfida de olhares vazios, pois
bem sabia que sua maior fantasia era driblar a realidade nos esboços que plantou,
nos desejos que sonhou, ditando suas regras a qualquer vaidade, pois submergira
num lugar secreto sua imortalidade.
De tão imortal, resolveu desaguar-se em
palavras, porém ninguém nunca entendera os traços de sua vaidade, era vívido, e
por mais que tentassem, já não era mais o mesmo, e na falta de conhecimento
sobrecarregado sobre expectativas vazias daqueles que o julgavam imaturo,
largou de mão cada sentimento inconstante que ali não somava a nada, na
verdade, nunca somou e naquele instante, de todos os desenhos que desenhou, objurgava
a saudade, ou melhor, transpassava aos desenhos seu maior amor ao revoar de sua
liberdade e num lugar secreto, submergiu sua imortalidade.

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