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| Foto: Vitor Matheus |
Se importou
demais, é bem verdade que seu coração possuía aquele instinto materno de sempre
acolher mais alguém e por vezes descobriu-se só. Afogou-se em expectativas,
amou demais, estendeu a mão a estranhos e do seu egoísmo, percebera que ninguém
retornara a lhe estender a mão, a lhe amar, a lhe procurar e segurando as
lágrimas perguntou-se: a gratidão não é cega, mas por que as pessoas insistem
em amar os errados?
Por alguns
instantes se fechou, se revoltou em dramas, aquele “mimimi” barato como quem
quer chamar atenção, quando na verdade é a carência debruçada sobre a saudade
de ser amado.
Filho único,
pais separados, aos 30 nunca soubera ser só e o mais engraçado é que esse seu
jeito conquistava as pessoas, mas não era o suficiente, ele soubera que no fim
das contas todo ser humano tem seu lado sombrio, lobrego e mesmo preferindo
esquecer que se machucar era quase costumeiro, percebeu que se amar era
necessário.
Levantou-se da
cama, possuía o costume de ficar por horas olhando o teto e pensado na vida
antes de levantar e tomar o café da manhã quase na hora do almoço e o mais
importante, parou de reclamar. Naquele instante o café quente ao lado lhe
inspirando o desejo de escrever, sorriu levemente, afinal, reclamou do que?
Ele
possuía o dom de fazer as pessoas sorrirem, de entende-las, de estender a mão e
não cobrar qualquer valor que não fosse a felicidade e percebeu, que não é no
céu que deseja aquele canto reservado, mas paz em seu coração por fazer alguém feliz.

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