sexta-feira, 8 de maio de 2015

Freedom



Foto: Vitor Matheus

Se importou demais, é bem verdade que seu coração possuía aquele instinto materno de sempre acolher mais alguém e por vezes descobriu-se só. Afogou-se em expectativas, amou demais, estendeu a mão a estranhos e do seu egoísmo, percebera que ninguém retornara a lhe estender a mão, a lhe amar, a lhe procurar e segurando as lágrimas perguntou-se: a gratidão não é cega, mas por que as pessoas insistem em amar os errados? 

Por alguns instantes se fechou, se revoltou em dramas, aquele “mimimi” barato como quem quer chamar atenção, quando na verdade é a carência debruçada sobre a saudade de ser amado.

Filho único, pais separados, aos 30 nunca soubera ser só e o mais engraçado é que esse seu jeito conquistava as pessoas, mas não era o suficiente, ele soubera que no fim das contas todo ser humano tem seu lado sombrio, lobrego e mesmo preferindo esquecer que se machucar era quase costumeiro, percebeu que se amar era necessário.

Levantou-se da cama, possuía o costume de ficar por horas olhando o teto e pensado na vida antes de levantar e tomar o café da manhã quase na hora do almoço e o mais importante, parou de reclamar. Naquele instante o café quente ao lado lhe inspirando o desejo de escrever, sorriu levemente, afinal, reclamou do que? 

Ele possuía o dom de fazer as pessoas sorrirem, de entende-las, de estender a mão e não cobrar qualquer valor que não fosse a felicidade e percebeu, que não é no céu que deseja aquele canto reservado, mas paz em seu coração por fazer alguém feliz.

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