domingo, 3 de maio de 2015

Incertezas

Ele vivia perdido abraçado as dúvidas e por incrível que pareça sua felicidade nunca fora tão ausente se somente uns traços desenhados em sua face demonstrando um sorriso que não lhe convêm. Nunca soubera o que era amor, na verdade, chegou a conhecer reflexos de sentimentos alheios esquecidos, e de fato, lhe fora propício aquela dor momentânea de traições seguidas lhe tornando mais forte que a sorte de encontrar seu próprio amor.

Se embebedou de receios, enclausurou seu coração na masmorra mais distante cujo seus pensamentos ouviam apenas sussurros, trancou todas as vontades e ao mesmo tempo, andava sereno sobre o muro de suas lamentações tentando esquecer tantos rabiscos traçados em sua memória das vezes que escreveu a sua história não sabendo lidar com as magoas que tatuadas em peito e o imperfeito sempre lhe chamara mais atenção.


Se perguntou por inúmeras vezes porque sempre o outro permanência no erro de escolher o errado e ele, tão certo de seus sentimentos por alguns segundos havia fechado a porta de suas lembranças. No fundo, se deu conta de que não há certos ou errados, pois há quem lute até a última gota de paciência para que dê certo, pois não é vergonha correr atrás do incerto e sim, ter perdido, sofrido e perceber que mais lá frente que não lutou por um grande amor a qual mereceu viver.

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