Ele vivia perdido abraçado as dúvidas
e por incrível que pareça sua felicidade nunca fora tão ausente se somente uns
traços desenhados em sua face demonstrando um sorriso que não lhe convêm. Nunca
soubera o que era amor, na verdade, chegou a conhecer reflexos de sentimentos
alheios esquecidos, e de fato, lhe fora propício aquela dor momentânea de traições
seguidas lhe tornando mais forte que a sorte de encontrar seu próprio amor.
Se embebedou de receios,
enclausurou seu coração na masmorra mais distante cujo seus pensamentos ouviam
apenas sussurros, trancou todas as vontades e ao mesmo tempo, andava sereno
sobre o muro de suas lamentações tentando esquecer tantos rabiscos traçados em
sua memória das vezes que escreveu a sua história não sabendo lidar com as
magoas que tatuadas em peito e o imperfeito sempre lhe chamara mais atenção.
Se perguntou por inúmeras vezes
porque sempre o outro permanência no erro de escolher o errado e ele, tão certo
de seus sentimentos por alguns segundos havia fechado a porta de suas
lembranças. No fundo, se deu conta de que não há certos ou errados, pois há quem
lute até a última gota de paciência para que dê certo, pois não é vergonha
correr atrás do incerto e sim, ter perdido, sofrido e perceber que mais lá frente
que não lutou por um grande amor a qual mereceu viver.
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