Tantos amores, temores, tantos
receios, anseios, tantas palavras, promessas, tantas mágoas correntes num rio
de sentimentos vazios que já não amam, em verdade, esqueceram-se de amar, já
não se entregam e lá ficou sentado esperando um grande amor como quem espera
outonos de um inverno só.
Quantas frases enganadas ao nó da
saudade, presas em um “eu te amo” refletido naquele olhar perdido procurando
que alguém o lesse.
Desabafou com o silêncio outrora seu maior inimigo outrora
o conselho mais amigo de quem procura respostas, e no brio de um tempo que
findara, perdeu-se limbo de sua própria existência.
Quem sabe o tempo me leve em
ventania tantos segredos guardados, beijos roubados, tanta saudade caminhante
de um corpo com sede de amor.
Quem sabe o tempo me erga desse
abismo, quem sabe a vida me devolva o sentido e não, não escrevo por que sofro,
mas por que amo e se amo, devoro saudade com palavras e na ausência de um certo
alguém, vou levando adiante sem roubar de mim o tempo que preciso pra entender,
que a solidão me vende calunias de uma felicidade vazia e que no meio disso
tudo, vou perdendo a chance de cegar a inveja desenhando na face o sorriso e no
peito, na alma, no coração o amor, um novo abrigo.
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