quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Novo abrigo

Tantos amores, temores, tantos receios, anseios, tantas palavras, promessas, tantas mágoas correntes num rio de sentimentos vazios que já não amam, em verdade, esqueceram-se de amar, já não se entregam e lá ficou sentado esperando um grande amor como quem espera outonos de um inverno só.

Quantas frases enganadas ao nó da saudade, presas em um “eu te amo” refletido naquele olhar perdido procurando que alguém o lesse.

Desabafou com o silêncio outrora seu maior inimigo outrora o conselho mais amigo de quem procura respostas, e no brio de um tempo que findara, perdeu-se limbo de sua própria existência. 

Quem sabe o tempo me leve em ventania tantos segredos guardados, beijos roubados, tanta saudade caminhante de um corpo com sede de amor.


Quem sabe o tempo me erga desse abismo, quem sabe a vida me devolva o sentido e não, não escrevo por que sofro, mas por que amo e se amo, devoro saudade com palavras e na ausência de um certo alguém, vou levando adiante sem roubar de mim o tempo que preciso pra entender, que a solidão me vende calunias de uma felicidade vazia e que no meio disso tudo, vou perdendo a chance de cegar a inveja desenhando na face o sorriso e no peito, na alma, no coração o amor, um novo abrigo.

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