quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Talvez ...

Talvez devêssemos rasgar nossos passados, talvez devêssemos rasgar tantas páginas escritas sem sentido como se rasgam versos escritos numa saudade de um alguém que se amou. Quisera deixar de acreditar em tantas fábulas, tantas histórias, quisera deixar de amar, quisera esquecer outrora lembrar, quisera odiar outrora correr de braços abertos na espera de um abraço que monte os pedaços de um coração partido.

Talvez não sofrêssemos, mas penso que sofrer não se trata de uma fase meramente corrente de uma vida, mas algo essencial, embora venha dissentir de certos pensamentos que me cercam a memória, não escutemos frases como “sofrer quem quer”, pois bem verdade, sofrer por que se importa, ama, valoriza, sofrer nunca deixou de ser amor, talvez permanecer no sofrimento seja um erro, um equívoco do coração que insiste em amar quando se deve esquecer.

A questão é que chega um tempo que já não possuímos mais aquela paciência entre conhecer e amar, muitos pulam fases e se afogam, e vou me tornando o ultimo romântico a moda antiga e conhecendo o pior das pessoas.

Tão frígidas que no fundo tornam-se um vazio dentro de um sorriso como quem finge a saudável mania de dizer que esta tudo bem, e assim, vão levando fantasmas de um certo alguém que deviam ter amado entre tantas e outras pessoas que no passado bateram em sua porta e a felicidade fingiu não ouvir.


Talvez devêssemos rasgar nossos medos, talvez deixássemos toda essa insegurança de lado, talvez nos amássemos mais, ou deixássemos de pensar no talvez e caminhar mesmo na incerteza da felicidade, pois de fato, ser feliz não se trata de encontrar aquele certo alguém que você tanto chama de amor verdadeiro, talvez devêssemos nos olhar mais e perceber que devamos rasgar o que não soma e nos amar mais: POR INTEIRO.

Um comentário:

  1. Lindo lindo lindo !! Vc tem toda razão, precisamos nos amar mais: por inteiro !!

    ResponderExcluir