Talvez devêssemos rasgar nossos
passados, talvez devêssemos rasgar tantas páginas escritas sem sentido como se
rasgam versos escritos numa saudade de um alguém que se amou. Quisera deixar de
acreditar em tantas fábulas, tantas histórias, quisera deixar de amar, quisera
esquecer outrora lembrar, quisera odiar outrora correr de braços abertos na
espera de um abraço que monte os pedaços de um coração partido.
Talvez não sofrêssemos, mas penso
que sofrer não se trata de uma fase meramente corrente de uma vida, mas algo
essencial, embora venha dissentir de certos pensamentos que me cercam a memória,
não escutemos frases como “sofrer quem quer”, pois bem verdade, sofrer por que
se importa, ama, valoriza, sofrer nunca deixou de ser amor, talvez permanecer no
sofrimento seja um erro, um equívoco do coração que insiste em amar quando se
deve esquecer.
A questão é que chega um tempo
que já não possuímos mais aquela paciência entre conhecer e amar, muitos pulam
fases e se afogam, e vou me tornando o ultimo romântico a moda antiga e
conhecendo o pior das pessoas.
Tão frígidas que no fundo
tornam-se um vazio dentro de um sorriso como quem finge a saudável mania de
dizer que esta tudo bem, e assim, vão levando fantasmas de um certo alguém que
deviam ter amado entre tantas e outras pessoas que no passado bateram em sua
porta e a felicidade fingiu não ouvir.
Talvez devêssemos rasgar nossos
medos, talvez deixássemos toda essa insegurança de lado, talvez nos amássemos
mais, ou deixássemos de pensar no talvez e caminhar mesmo na incerteza da
felicidade, pois de fato, ser feliz não se trata de encontrar aquele certo
alguém que você tanto chama de amor verdadeiro, talvez devêssemos nos olhar
mais e perceber que devamos rasgar o que não soma e nos amar mais: POR INTEIRO.
Lindo lindo lindo !! Vc tem toda razão, precisamos nos amar mais: por inteiro !!
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