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| Desenhista: Victor Matheus |
Havia um pássaro em mim,
eloquente, porém não voava, observava o céu tão desconhecido, cantarolava ao
tempo em que seu pensamento se perdia noutros sonhos, outros planos, pois até
então emaranhava toda saudade ao passado, e no anseio de procurar a felicidade
se perdeu, a liberdade se foi, atravessou ilusões a tapas de uma realidade árdua,
pediu conselhos do pai e repousou...
Havia um pássaro em mim, não possuía
nome, se misturou a vaidade e vontade de querer voar, porém voar nunca fora
vaidade, enfim cantarolava a liberdade de seguir em frente ao passo de um
passado inerte, embora soubesse que passado é um rabisco diário ilegível, sem
anestesia, rasgando n´alma dores de amores vis, de silencio ofegante, de ser
amante a amado, e chorou pela primeira vez, pois voar ainda era distante, e num
estado indiferente consigo mesmo lutou, sem desespero pulou, fechou os olhos e
decidiu voar...
Finalmente voou, deixou de
sofrer, e re(descobriu) que ainda sonhava, re(descobriu) que a vida possuía uma
única regra, viver o limite improvável, e que o medo entorpecia os desejos, as vontades,
foi então que parou fugir, de se acostar a mesmice, e resolveu acreditar que
até no imperfeito a felicidade vagava, sem deslize, pois de tão insofismável, a
vida lhe sorria novamente, cravando em seu peito um pouco de paz
Havia um pássaro em mim, havia
passado, havia dor, hoje não mais....
Autor: Leandro C. de Lima
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insofismável
adjetivo de dois gêneros
- 1.não sofismável; que não se pode deturpar usando sofismas; indiscutível, irrefutável, incontestável.
- 2.cuja verdade é evidente; patente, claro.

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