É o encontro para além do tacacá, do Círio, dos festejos de final de ano. União de pessoas com propósito comum. É o abraço coletivo que acolhe, que respeita, que nutre a amizade através do tempo. É o diálogo, a chuva das três da tarde que nos reúne para o café.
O olhar sensível que nos aceita, que nos lê diante do caos como um resgate no meio de tanta gente que nos sequestra a paz, a sanidade, mas que silenciosamente nos diz: “que bom que você veio”. Era conexão que buscávamos, sem o desespero do agrado. Confluência de almas caligrafadas nos afetos. Ser, não apenas estar. Ato de existir para o outro, sem o pudor do isolamento recatado da falsidade.
Era nas vezes em que me doava, abrigo temporário de tanta gente ausente que nunca me desejou a companhia, até que passei a ir embora e só pousar nos espaços em que minha existência é um brilho que somente eu posso sentir, nos olhares que dividem comigo o mesmo sentimento de respeito.
Autor : Leandro Lima
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