domingo, 19 de abril de 2015

Desvaidade



O jantar servido na mesa, o silencio gritando entre os quartos, eu que nunca fui de me sentir estranho me vi vazio em seu olhar. Sustentei tantas mentiras, suportei as aparências tão somente por você, desgastei o meu sorriso desenhado entre os enganos e dos planos revividos tantos anos, aprendi a me querer sem ter que me perder ou me ganhar, quem muito cobiça o alheio acaba só, sem ter a quem amar.

Quantos beijos foram dados como agrado sem sequer querer beijar, meu pensamento audaz gritou querer a liberdade que você não soube dar, você naufragou tantos sonhos e no enlaço devaneio da saudade, você se tornou a desvaidade que por vezes fingiu querer viver todo esse amor e não viveu, você se tornou esquecimento e eu, me tornei esperança tão sentida do pouco de mim que ainda sobreviveu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário