Quem
disse que enlouqueço? Ainda que me viesse maus pensamentos afronta aos que me
circundam, me construo diante de uma sociedade tão torpe. Quem sabe a sanidade
de alguns possa me servir de consolo a conselhos que o silêncio meramente
reflete sobre mim, muitas vezes deixei de ser eu mesmo e busquei um pouco
avantajar caminhos como quem se permite a caminhar passos bem maiores á outras
pegadas. Frívolos como quem anseia a liberdade de alcançar o céu mesmo sem ter
trafegado ao inferno, procuro não me enquadrar aos que se permitem a mesmice, o
pecado pode ser muito vantajoso quando se tem ao lado o gosto de errar para se
chegar ao certo.
E por tantas vezes me peguei falando sozinho cogitando palavras que de fato condenam minha sanidade, como posso estar louco? Será que minha realidade é somente um mero instrumento de Deus há escolhas malsucedidas decifradas ou aceitas justificadas por um conceito denominado destino? Uma vez concebida a ideia, ela se torna fixa, convexa. Até achei que as doses extras de cafeína haviam enraizado em mim certa loucura, percebo a cama vazia e meu corpo cansado e mesmo assim ainda continuo acordado tramitando pensamentos. Olho-me no espelho e lembro minha mãe dizer o quão envelheço a tardanças de minhas noites mal dormidas conversando com as horas a fora com pessoas as quais nunca vi se somente o sentimento que perdura o coração vinculado ao conceito de “amizade”.
E lentamente retirando o velho conceito afagado pela saudade do meu antigo eu, vou quem sabe justiçando os meus erros ou os meus fracassos ao destino que me condenasse vindos das mãos do criador. Foi então que percebi que não somos humanos meramente ilustrativos e muito menos o fantoche de uma criação, se temos a chance de decidir entre duas escolhas, as consequências seriam o resultado de todas as nossas atitudes e já que o criador nos dá esse poder, que sejamos justos. De nada vale o poder de escolhas quando muitos se deixam levar por tantas fraquezas, o destino é apenas a desculpa inventada pelo erro para que tenhamos alguém a que culpar quando não temos a coragem de assumir que erramos.
Agora esse é o ponto? Até onde você pode assumir? Pense nisso.
Autor: Leandro Saldanha (Leandro. C. de Lima)
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