quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ser paciente....


Você passa a vida inteira achando que o amor é para sempre, que não possui prazo de validade, quando em verdade, Camões sempre estivera certo ao dizer que o “amor é fogo que arde sem se ver”, porém errou ao dizer que o amor “é ferida que dói, e não se sente”, quando em verdade não há dor que cesse a perda de alguém que se amou, apesar de que sofrer seja uma opção, a dor sempre será inevitável.

A rotina de amar é como acordar todos os dias e sentir o sol ardendo corpo adentro, você acrescenta dentro de si todos os dias um pedaço daquele ser que você ama e como qualquer ser humano apaixonado, repete inúmeras vezes a mesma história de como se conheceram e foram felizes.
Por anos havia me questionado se o amor possui prazo de validade e concluir que sim... Se você não ama, não cuida, não zela, a tendência é perder gradativamente todo aquele brilho de admiração, mas e quando o amor é verdadeiro? Será que existe?

Será que a empolgação do momento é tão mais fervorosa a que você plantar dentro de si a certeza de aquele alguém será seu porto seguro? Os dias passam, as pessoas envelhecem e a beleza já não mais se torna um quadro a se admirar e o novo, quase sempre é trocado quando se enjoa...
Então, quando você se da conta de que deixou passar o amor da sua vida por uma aventura perdida, você se encontra em meio ao oceano sem qualquer resgate e ai, que você percebe que ninguém pode mandar no coração, e então, a ficha começa a cair de que amar é ser paciente e ser paciente requer amar, e nem todos são dotados dessa certeza:


De que o outro amará nossas imperfeições, tão mais que nossas qualidades.

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