Ele havia perdido o interesse,
dissera também que não estaria preparado pra conhecer outras pessoas, parecia proposital,
parecia forjado. Embora nunca dissesse o grau do meu ímpeto desejo de tê-lo por
perto, deixou de ser prioridade e passou a ser singular.
Quanto mais o tempo passava, a
vontade de tê-lo se tornava deserta, já não possuía paciência, e cada vez
mais os diálogos se tornavam monótonos até que me restavam palavras cruzadas
diante daquele sistêmico dissídio entre idas e vindas.
Tudo era tão inerte, convexo e
convicto, que não imaginei o quanto o silêncio de suas palavras me causaria certo
conforto. Já não havia espera ou qualquer expectativa, que meu coração coagido
a seguir em frente seguia. E mesmo assim, juntei todas as verdades vazias em
versos simbólicos que ao descrevê-los, percebi o quanto desistia de amar e ao
me transbordar, me afoguei em vontades...
Ele havia perdido o interesse...
Eu também!
Autor: Leandro C. de Lima
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