terça-feira, 2 de maio de 2017

Desinteresse

Ele havia perdido o interesse, dissera também que não estaria preparado pra conhecer outras pessoas, parecia proposital, parecia forjado. Embora nunca dissesse o grau do meu ímpeto desejo de tê-lo por perto, deixou de ser prioridade e passou a ser singular.

Quanto mais o tempo passava, a vontade de tê-lo se tornava deserta, já não possuía paciência, e cada vez mais os diálogos se tornavam monótonos até que me restavam palavras cruzadas diante daquele sistêmico dissídio entre idas e vindas.

Tudo era tão inerte, convexo e convicto, que não imaginei o quanto o silêncio de suas palavras me causaria certo conforto. Já não havia espera ou qualquer expectativa, que meu coração coagido a seguir em frente seguia. E mesmo assim, juntei todas as verdades vazias em versos simbólicos que ao descrevê-los, percebi o quanto desistia de amar e ao me transbordar, me afoguei em vontades...

Ele havia perdido o interesse...

Eu também!


Autor: Leandro C. de Lima

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