quarta-feira, 17 de maio de 2017

O menino de verde


Era sonhador, embora naquele olhar refletisse o universo perene e puro, ele possuía os pés sobre o chão, ele possuía uma sede avassaladora contida em no silencio de suas frases das vezes que incorporava aquele personagem fictício.

Ele possuía sede de amar, ele possuía saudade, ele era imperfeito e pro seu feito, havia imensidão naquele sorriso conciso e saudoso dos aplausos que recebia, a cortina fechava, ele então lagrimava e por fim agradecia.

Aquele menino ao despir-se de seus personagens, por alguma razão não se despia daquela serenidade expressa em sua voz. Era subitamente entregue, omitia seus medos, seus receios e sem deixar vestígios omitia o ciúme corrente em suas veias.

Sim, aquele menino sustentava suas crenças e meio a mediocridade social, era impetuoso, comedido e ao mesmo tempo em que avistava um homem naquele espaço estético de seu corpo, possuía um menino amante dos verdes que usava e das cores que desenhavam o melhor sorriso.

Era sonhador, embora tomado pelo cansaço, tomado por mágoas ínfimas, extraia de si tantas expiações e emoções a quais matava em legítima defesa.

Era sonhador, encarnado e esculpido...


Era fonte inesgotável de amor...!


Autor: Leandro C. de Lima

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