Não sei viver pela metade, sou a
intensidade destes 8 e 80 que me arrancam a pele por me entregar sem medo e se me
afogo ao mergulhar em certos sentimentos, que meu coração suporte a dor de um
silencio perigo, pois em verdade, “quem com ferro fere, com ferro será ferido”,
então, me deleito n´aventura por esquecer-me e encontrar-me nos braços quem
sabe de um certo alguém que me arranque suspiros a beijos roubados.
Nunca fui santo, nem sei viver de
hipocrisia, porém me abstenho de amar e viver de poesia, às vezes toda fuga é
necessária por um pouco de paz, e sem me igualar a certos dramas, encaro a liberdade
como um recomeço oportuno, ante toda essa obrigação de achar que somos feitos para
sermos felizes ao lado de alguém, na verdade, de tudo frágil e mundano, a
felicidade por si é unilateral do ser humano e o resto, é complemento e com o
tempo, chega sem pedir licença e quando se percebe você ama outra vez.
Na verdade, o que nos falta é alguém
para dividir, (com)partilhar, construir memorias e escrever lembranças. Na
verdade, o que nos falta, é a cortar as arestas do que não soma, desapegar do
que não edifica, e abandonar a imagem turva sentimentalista que nos mantem
presos na mesmice aguda por aceitar calado tudo o que não vale a pena e de tão
mesquinha, a vida pode ser cruel com certas escolhas mal conduzidas e feitas no
brio da empolgação latente de uma felicidade ilusória ...
Na verdade, o que nos falta é alguém
para dividir, (com) partilhar...
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