Descarrego
no peito dores insanas, rasgando emoções e palavras profanas, que de uma louca
tortura consome e perfaz, a inflexível rotina que já não me satisfaz. Já não me
entrego, sobrevivo a tantas inverdades ditas a olhares vazios e de certo modo, esquecer-me-ei
da auto piedade em venerar o passado como rabisco de um presente vago e das pedras
que a vida tem me jogado, edificarei muralhas, e então, adaptar-me-ei ao novo e
de toda essa resiliência, superarei os reserves da vida antes em despedida pelo
oportuno tempo.
Descarrego
no peito a involuntariedade da alma, que se transborda, que se permuta, como
quem digere pensamentos a gotas de uma felicidade tardia ente a certos anestésicos
saudosos, de quem busca emergir-se da mesmice pagã e se levanta tão mais forte
das quedas provenientes de tapetes puxados e por fim, perdura-se nessa corda
bamba no afã de chegar a outros pontos já não observados pelo coração, resiliência,
o recomeço da ressignificação.
Descarrego
no peito o imediatismo, deixo de querer mudar por simplesmente forjar dentro de
mim que a mudança é um alvo incerto, quando em verdade, sangrei demais por
sofrer pela mania cega de minha ansiedade que se perde ao correr nessa multidão
de olhares vazios, sangrei por sofrer tão antecipadamente, sangrei por perder-me
o tempo pelo desconte ser que já não merece frações de meu segundo, pois eu sou
maior que toda essa inveja torpe que navega pelo mundo.
Descarrego
no peito dores insanas, rasgando emoções e palavras profana...
Otimas palavras!
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