Deixou de procurar certezas em tantos
olhares controversos, deixou de agradar tantos versos e começou a compor sua própria
redação sem paradoxos, escreveu sobre si e percebeu-se só.
Naquele instante parafraseou sua
vida e se viu resumida ao silêncio de um orgulho ferido, como se o tempo
tivesse contribuído para certas dores e ante as incertezas, se deu o luxo de se
levantar e correr.
Correu sem rumo e ao parar
ofegante, respirou a saudade por querer encontrar a felicidade que tanto buscou
e na sensação de vazio, encontrou um motivo simples refletido a uma razão pura
e sincera que na espera de uma vida tranquila, parou de sofrer por sensações que
já não lhe pertenciam.
Foi então que deixou de pisar nos vidros de um coração
partido e começou a montar-se de um jeito insano, correu sem rumo e ao parar
ofegante se viu tão mais humano e sonhador de si.
Somos tão frágeis, sim, somos
frágeis, choramos, sofremos, rasgamos a saudade como quem rasgam páginas
retiradas de um diário invisível ao pensamento que inconscientemente te leva a
perceber, que as horas perdidas por sofrer valerão a pena e como valerão...
Pois por mais contraditório que
sejamos, no fundo nos amamos tão mais a que as intoleráveis tardanças por amadurecer
abraçado a tantas dores e dos amores vividos, que sejam deixados a espaços
vazios esquecidos num mural de um tempo em que o sofrimento, já não mais te
sorrirá como outrora sorriu...
E que seja assim, outras
histórias, outras lembranças, outras saudades e que essa liberdade me devolva
outros sentidos refeitos de um tempo de um bem me quer querendo bem e vejam só,
que seja saudade, que venham outros amores, um novo alguém ...
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