terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Um novo alguém.

Deixou de procurar certezas em tantos olhares controversos, deixou de agradar tantos versos e começou a compor sua própria redação sem paradoxos, escreveu sobre si e percebeu-se só. 

Naquele instante parafraseou sua vida e se viu resumida ao silêncio de um orgulho ferido, como se o tempo tivesse contribuído para certas dores e ante as incertezas, se deu o luxo de se levantar e correr.

Correu sem rumo e ao parar ofegante, respirou a saudade por querer encontrar a felicidade que tanto buscou e na sensação de vazio, encontrou um motivo simples refletido a uma razão pura e sincera que na espera de uma vida tranquila, parou de sofrer por sensações que já não lhe pertenciam.

Foi então que deixou de pisar nos vidros de um coração partido e começou a montar-se de um jeito insano, correu sem rumo e ao parar ofegante se viu tão mais humano e sonhador de si.

Somos tão frágeis, sim, somos frágeis, choramos, sofremos, rasgamos a saudade como quem rasgam páginas retiradas de um diário invisível ao pensamento que inconscientemente te leva a perceber, que as horas perdidas por sofrer valerão a pena e como valerão...

Pois por mais contraditório que sejamos, no fundo nos amamos tão mais a que as intoleráveis tardanças por amadurecer abraçado a tantas dores e dos amores vividos, que sejam deixados a espaços vazios esquecidos num mural de um tempo em que o sofrimento, já não mais te sorrirá como outrora sorriu...


E que seja assim, outras histórias, outras lembranças, outras saudades e que essa liberdade me devolva outros sentidos refeitos de um tempo de um bem me quer querendo bem e vejam só, que seja saudade, que venham outros amores, um novo alguém ... 

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