domingo, 14 de fevereiro de 2016

Liberdade



O medo entorpece os sonhos, paralisa a alma, e lá ele pousou querendo encontrar todas as suas certezas de tantas incertezas vividas e sofridas. Tivera receio de seguir, suas asas já não mais possuíam a mesma coragem que seus olhos e então, observara outros pássaros voando enquanto certa solidão o abraçava em meio a tantos olhares que ali o admiravam e ao invés de voar, posou onde não havia amor e mesmo assim, permaneceu inerte.

Por minutos invejou a liberdade, outrora a cobiçou, e ao invés de seguir em frente e voar, pousara na espera de um certo alguém que lhe tirasse de todo aquele tormento. O medo entorpeceu suas vontades e a vaidade que lhe coubera, se perdera quando percebeu que já não mais soubera o caminho de volta e por alguns instantes, o silencio lhe falara tão mais a que qualquer voz vociferando que a liberdade é apenas mais um desejo de quem quer voar podendo permanecer ao lado de quem ama.

Bem verdade, ele amara demais, vivera demais, provou dos venenos mais brandos e tomado pela loucura cansou de pousar, cansou de pensar e tomado pela complexidade da vida, fora acometido por um apetite voraz e começou a voar, voara sem rumo e dos delírios mais loucos, se jogou em meio ao céu tomado por nuvens desconhecias, por olhares desconhecidos e percebeu, que a felicidade não é uma formula forjada ao ensejo humano insano que nos cabe no peito, e naquele impulso tomado pelo imenso prazer de reviver a liberdade que lhe coubera no coração adormecida, esqueceu que a gravidade e só mais um peso a ser levado pela vida.

E como diria Dalai Lama “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” 

Seja feliz.

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