O medo entorpece os sonhos,
paralisa a alma, e lá ele pousou querendo encontrar todas as suas certezas de tantas
incertezas vividas e sofridas. Tivera receio de seguir, suas asas já não mais possuíam
a mesma coragem que seus olhos e então, observara outros pássaros voando enquanto
certa solidão o abraçava em meio a tantos olhares que ali o admiravam e ao
invés de voar, posou onde não havia amor e mesmo assim, permaneceu inerte.
Por minutos invejou a liberdade, outrora
a cobiçou, e ao invés de seguir em frente e voar, pousara na espera de um certo
alguém que lhe tirasse de todo aquele tormento. O medo entorpeceu suas vontades
e a vaidade que lhe coubera, se perdera quando percebeu que já não mais soubera
o caminho de volta e por alguns instantes, o silencio lhe falara tão mais a que
qualquer voz vociferando que a liberdade é apenas mais um desejo de quem quer
voar podendo permanecer ao lado de quem ama.
Bem verdade, ele amara demais,
vivera demais, provou dos venenos mais brandos e tomado pela loucura cansou de
pousar, cansou de pensar e tomado pela complexidade da vida, fora acometido por
um apetite voraz e começou a voar, voara sem rumo e dos delírios mais loucos,
se jogou em meio ao céu tomado por nuvens desconhecias, por olhares
desconhecidos e percebeu, que a felicidade não é uma formula forjada ao ensejo
humano insano que nos cabe no peito, e naquele impulso tomado pelo imenso
prazer de reviver a liberdade que lhe coubera no coração adormecida, esqueceu
que a gravidade e só mais um peso a ser levado pela vida.
E como diria Dalai Lama “Dê a
quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”
Seja feliz.
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