segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Diálogos

Ele capricorniano, aos seus vinte e poucos anos de vida queria ser ator, na verdade, queria sua independente, se jogar no mundo ou fazer de conta que seu corpo seria o reflexo dos papéis que interpretou das poucas vezes que pisou ao palco... tão cheio de si, odiava cobranças, odiava qualquer tipo de situação que o levasse a entender ser submisso a alguém, sim, odiava ligações frenéticas, então, era taxado de egoísta, antipático, quando me verdade só queria levar a vida a seu modo de enxergar as coisas sem muita pressa ao metodismo de achar que o amor é um mero atraso, pois preferiria viajar, viajar e viajar....

Ele de câncer, aos seus trinta e poucos anos tivera seu mundo tomado pela ansiedade, amava demais, gostava demais, se jogava a sentimentos rasos e se feria por diversas vezes e bem verdade, possuía um coração enorme enquanto o capricorniano, tanto fez ou faz quem o deixava, mas aquele canceriano vivia de saudade, uma liberdade entediante que o orgulho deixou de querer abraçar, uma liberdade vazia, pois possuía dentro de si expectativas sobre tudo e todos, enquanto o capricorniano deixara um bilhete sobre a mesa de seus pensamentos dizendo “fui ser feliz” e naquele instante ele lendo se corroendo de curiosidade se perguntou: por quê a felicidade tinha o deixado?  Foi então que na frieza daquele capricorniano havia um ser humano incrível e disse: ela nunca te abandonou, nós é quem possuímos a mania de estarmos cegos, mudos e surdos e a deixamos de lado, não é mais fácil aceitar os problemas e seguir?


Autor: Leandro C. de Lima

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