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| Desenhista : Gualdino Pimentel |
Eram quase 15:30min da tarde, ele
ainda estava no mesmo lugar e eu quase sem paciência, me movimentava das
diversas formas possíveis, porém, sequer fazia diferença, ele ainda estava
vidrado naquele celular e eu simplesmente apaixonado por aquele sorriso, talvez,
estivesse marcando algum ensaio fotográfico, lembro-me da Nikon em seu pescoço,
lembro do detalhes de sua roupa, daquele perfume adocicado com um toque cítrico
que me fazia fechar os olhos e desejar pular eu seu pescoço, bem verdade,
enquanto eu rabiscava uma vida inteira ao lado dele, ele ainda não saia do
celular, talvez namorasse, talvez fosse um solteiro qualquer em algum
aplicativo de relacionamento, não! Ele não fazia o tipo de se envolver desse
tipo, ele parecia gostar de perceber que alguém o admirava.
Comecei a rasurar todas as ideias
inventadas na desculpa de querer conhece-lo, então, resolvi estampar em meu
olhar aquele desejo, tomei coragem e finalmente passei na frente dele como quem
não quer nada e lhe lancei toda aquela admiração como um “oi” calado expresso
em meus olhos, naquele instante, um filme havia se passado diante de meus
pensamentos como se fosse morrer de vergonha, porém ele havia percebido,
guardou o celular, se aproximou, e numa desculpa qualquer, havia me perguntado
se ali passava determinada linha de ônibus, me sorriu envergonhado ao me ouvir
responder e antes de ir embora, apertou minha mão e naquele aperto, havia me
deixado um bilhete dizendo:
“Apesar de ir embora, confesso
que irei ficar e te devolver todos os dias o mesmo olhar que me fez querer
morar dentro de ti” ...
Autor: Leandro C. de Lima.

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