quinta-feira, 9 de abril de 2015

Brevidades



Deixei tantas coisas pra ontem, o café ainda quente me mantinha acordado enquanto minha mãe balbuciava ao dormi e eu, fingia conversar com o silêncio esperando respostas tardias para minhas dores e de todos os temores que eu vi, não soube lidar toda essa ignorância

Foi então o quanto percebi que deixei de ouvir minha mãe e seus conselhos, me preocupei tanto a dar satisfação da minha vida a estranhos que desvaneci. Tudo é tão intenso, você ama, acolhe e na hora de escolher o tão mais simples caminho dado ao fado de Deus, sempre escolhemos o mais difícil.

Assim, demorei na dúvida no afã de esquecer as incertezas, pois é tão mais fácil comprar o errado. E mesmo que de certo modo a vida lhe mostre da pior maneira a miudeza de nossas escolhas, de nossas fraquezas, ela no encarrega deixar em nosso mundo todos que soubera plantar o amor que se cultive um dia.

E como é breve a vida, tão breve quanto a permanência de um ninho de sabiá nas flores de Hortência, tão breve quanto a permanência do sol em nosso dia, tão breve quanto a moradia de alguém que sequer soube o que é valor, tão breve quanto a irreparável perda de quem jamais pisará no mesmo solo que o seu e de todos os ganhos e perdas, é saber que a vida é tão célere e o que será de nossas ambições se deixarmos nossas imperfeições tomar conta de nossos caminhos.

Certa vez alguém havia me perguntado porque a vida é tão curta e eu respondi: eu não sei, bora ser feliz e viver.

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