A inteligência é passiva dos
gênios, tardança dos leigos, o informal e culto gosto de ser e estar. Dizem as
más línguas que me tomam por ciência, que de loucos todos temos um pouco, mas
vou incumbir tal reflexão a verbos vazios outrora a ignorância de uns me tomam
a humildade de muitos que mal sabem por onde se começa ou termina vida, todavia
indignada por frustrações a ideia deixa de ser um rumo para os que perdem ao
invés de calar, seguir e vencer.
A tristeza de mil universos
perdidos a olhares vis e pagã. Vou quem sabe cifrar minha vida como se cifram
músicas e talvez a pobreza de minhas rimas e lastimáveis poesias me devolvam o
sentimentalismo e a humildade de aceitar erros, ainda que a tez de minhas rugas
denuncie minha então tarda velhice a protelar dores como as quais se protelam
amores perdidos por tantos anos e mesmo assim, uns acordes dissonantes,
incontáveis, as quais somente o tempo de minha sabedoria me devolveria o gosto
por saber cifrar a si.
E nos pequenos punhados de sal e
vento, meus dedos posam penetrar a sentir talvez minha então loucura, a surdez
de um destino que já não nos ouve, mas nos responde conforme nossas escolhas e
mesmo assim ainda me vejo a outros olhares que enrubescem os meus, e por forçar
meus passos notei pegadas tão profundas quanto o gosto de minhas memórias
seletivas de uma saudade quase oculta, e mesmo que a insistência de alguns
impugna a ideia de que a vida é uma constante inércia, e sucessão por
repetitivos erros nos torna obsoletos, sim somos falhos, mas não se sabe ao
certo quanto somos, apenas deduzo que se errar é uma forma prática do saber,
nossa existência foi um erro ou quem sabe a maior invenção de Deus. A certeza.
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