Quantas
vezes eu lhe desejei,
Lhe observei
ali sentado,
E no rosto o
sorriso estampado,
Um olhar de
quem sabe o que quer.
Eu tão
invisível de ti,
Que já não
me percebe,
Você tão rei,
eu tão plebe,
Vivemos em
reinos opostos de amor,
Você ali
sentado pensando na vida,
E eu que sempre lhe observei pelo corredor.
Tão platônico
eu sei, mas não pude evitar,
Menos que
vicio eu sei, fui lhe cobiçar
Mesmo em
terreno proibido eu quis,
Ser seu
alguém ou um caso qualquer.
Pois todo
pecado no afã de querer,
Você não me
saiu da cabeça,
E antes que
me esqueça,
Esteja onde
estiver,
Não esqueço
o perfume,
Que meu
coração assume,
Querer desejar.
Porém não se
espante,
Você nunca
foi o motivo,
Nem a razão
dessa solidão,
Que me cobra
e me abraça...
O desejo
trapaça,
Pois quando
corpo alucina,
Meu pecado
fascina,
E lhe perco
outra vez...
Quem sabe um
dia,
Esqueça essa
então covardia,
De me
esconder,
Por lhe querer,
Por me
conter,
Por guardar
em mim toda essa vontade,
Que quer
liberdade,
De lhe
pertencer.
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