Você já se preocupou com sua vida hoje?
Quisera fosse verdade que a
maioria das pessoas se preocupassem com suas vidas, mas a cada dia que passa, a
grama do vizinho sempre chamará mais atenção. Sinto-me vigiado, mas onde estão
as câmeras? Senhor narrador por favor, narre em minha vida a felicidade que
procuro, a imperfeição do obscuro, narre esse sentido de falar de mim sem
sequer me conhecer ou talvez narre a sua própria existência e deixe que eu
comando daqui a vida que pertence somente a mim.
Será que é tão mais fácil falar
do outro ao invés de enxergar a si mesmo? As vezes penso que me desconheço,
inventam histórias de coisas que eu não vivi, e se me esqueço enlouqueço desta
torpe sociedade que em verdade tomou conta de minhas rotinas, dos meus sonhos,
dos meus planos e ainda tem a cara de pau de dizer “ele não presta”, mas eu
pergunto: o veneno está sendo jogado por quem?
O segredo é não abrir mão de quem somos, pois eu não nasci para
servir de rabisco na vida de alguém que não escreve o que vivo, e você já se
preocupou com sua vida hoje? É bem verdade que falar mal de alguém é a política
dos fracos, e como diria Sigmund Freud “O homem é dono do que cala e escravo do
que fala. Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”,
então há quem saiba mais de mim a que a mim mesmo.
Mas você já se preocupou com sua vida hoje?
Certa hora tive em meus
pensamentos uma epifania de que falar mal do outro é na verdade o reflexo do
quem verdadeiramente somos e quem somos? E lembro-me de certar vez ter lido de Renée
Venâncio, que a “fofoca é coisa de gente que tem a mente ociosa e a vida sem
graça”, foi então que eu descobri que se desarma o mal caráter possuindo a
felicidade que ele jamais saberá que existe, pois a doença da alma é o vazio
que se persiste e carinho que jamais afagará a solidão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário