sexta-feira, 10 de abril de 2015

Destino vil



Foto: Leandro C. de Lima - Preto em Branco
O cobertor que te cobre não afugenta o frio que noutro corpo esquece o calor dessa vaidade, divina louçã a vida tem dessas idas e vindas de quem pode ou de quem alimenta o desejo de ter o que o que nunca terá. Você talvez reclama de barriga cheia enquanto o outro de vazia fomenta a saudade pérfida pagã, você que senta em poltronas de luxo enquanto outro no banco praça ao verde luzente não sabe o que será do seu amanhã.

Você diz não gostar de tantas e outras coisas podendo escolher o que quiser, da roupa que te cobre e te veste, enquanto outro se contenta com seus rasgados esteja onde estiver. Você escolhe verdades enquanto outro colhe mentiras de seu dia a dia, plantando sonhos e colhendo todos os restos dos planos que o ser humano insiste em fazer e não cumprir.

Talvez fosse mais fácil empático se pôr no lugar do outro, mas que outro?  Você só enxerga o vazio do banco ou o enfeite em preto e branco do ser humano que talvez fosse ser, é tão mais fácil fingir que o pobre é esquecido e desmerecido nas gorjetas que ganha por um pão e você ai publicando inverdades de um alguém que diz ser feliz, reclamando do que tem enquanto o outro padece do destino vil.

Essa é a triste realidade do meu BRASIL.

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